O arquivo
A caixa no porão amealha mil lendas
De entes que escreviam toda a devoção.
A caligrafia é viva, não possui emendas,
E atesta a permanência viva no torrão.
A noite chega d'alto para os mortos frios,
No envelope dobrado e gasto do porão.
E os pobres falecidos sem quaisquer desvios,
Perderam numa cinza toda ambição.
Arrasto o derradeiro pro armário fundo,
A pálida luz néon cai por sobre o mundo.
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