O silêncio musical
Não chames nunca pausa à pura mansidão,
E crente em ti refrêia todos os horrores.
Do mudo espaço nasce o fio da intenção,
No berço perfumado pálido das dores.
Há muito que eu persigo lousas de granito,
A reles palavra posta frente à eternidade.
A nota expira fria no alto do infinito:
Mas no espaço que resta vive a imensidade.
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"isso é o que a teoria musical e a poesia tentam sempre dizer. 'não chames nunca pausa' é maravilhoso."